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22 de setembro de 2026 🗓️

PF deflagra Operação Laudo Cego contra esquema que fraudou R$ 6,57 milhões em benefícios do INSS

O que você precisa saber

  • A PF deflagrou a Operação Laudo Cego, cumprindo 39 mandados de busca e apreensão em seis estados, com cerca de 150 agentes envolvidos.
  • O grupo é suspeito de fraudar benefícios por incapacidade temporária do INSS usando atestados médicos falsos e vínculos empregatícios fictícios.
  • As investigações apontam 172 benefícios fraudados e prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.
  • Com a suspensão dos pagamentos irregulares, a Justiça evita uma perda adicional estimada em R$ 1,01 milhão.

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Laudo Cego, mobilizando cerca de 150 agentes para cumprir 39 mandados de busca e apreensão em seis estados do país. A ação mira um grupo suspeito de fraudar benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de atestados médicos falsificados e vínculos empregatícios fictícios.



Segundo a Polícia Federal, a operação é um desdobramento da Operação Camisaria, deflagrada em setembro de 2024, que já havia identificado parte da estrutura agora alvo da nova fase das investigações.

De acordo com a apuração, o esquema funcionava a partir da inserção de dados falsos em sistemas previdenciários, combinando laudos médicos fraudulentos com registros de empregos que não existiam de fato. Essa engrenagem permitia a liberação de benefícios por incapacidade temporária a pessoas recrutadas especificamente para participar do golpe, com posterior movimentação dos valores obtidos de forma irregular.

As investigações apontam que a fraude atingiu 172 benefícios previdenciários, provocando um prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos.

Com a suspensão dos pagamentos irregulares já determinada pela Justiça, a inteligência previdenciária estima ainda conter uma perda adicional de R$ 1,01 milhão que seria causada caso o esquema continuasse ativo.

O grupo investigado reúne um perfil variado de suspeitos: servidores públicos, profissionais da área da saúde, contadores, empresários e intermediários, todos supostamente envolvidos em diferentes etapas da fraude, da falsificação dos documentos até a movimentação financeira dos valores desviados.

Os mandados desta terça-feira são cumpridos principalmente no Maranhão, epicentro da operação, atingindo os municípios de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo. A ação também chega a outros quatro estados, com mandados em Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI), Santa Rosa (RS) e Ubajara (CE).

Os investigados podem responder por crimes como estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Até o momento, não há informações sobre prisões decretadas no âmbito da operação, e nenhum dos suspeitos foi condenado — a apuração segue em andamento, e a Polícia Federal não divulgou a identidade dos investigados.

Ficha da operação

  • Nome: Operação Laudo Cego (desdobramento da Operação Camisaria, de setembro de 2024)
  • Mandados: 39 de busca e apreensão
  • Efetivo: cerca de 150 agentes da Polícia Federal
  • Abrangência: 6 estados — Maranhão (foco principal), São Paulo, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul e Ceará
  • Benefícios fraudados: 172
  • Prejuízo identificado: R$ 6,57 milhões
  • Perda adicional evitada: R$ 1,01 milhão
  • Método: laudos médicos falsos, vínculos empregatícios fictícios e inserção de dados falsos em sistemas do INSS



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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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