
As restrições às importações de produtos avícolas brasileiros impostas por 11 mercados internacionais passaram a ficar concentradas em Santa Catarina, preservando as exportações provenientes das demais unidades da Federação habilitadas. A atualização foi comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no contexto das medidas sanitárias adotadas pelo Brasil para controlar a ocorrência de influenza aviária.
Com a revisão, Arábia Saudita, China, Chile, Malásia, México, Peru, Turquia, Paraguai, Uzbequistão e os países integrantes da União Econômica Eurasiática mantêm restrições aos produtos provenientes de Santa Catarina.
A União Econômica Eurasiática reúne Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia.
O Uruguai permanece como exceção, mantendo a suspensão das importações de produtos avícolas provenientes de todo o território brasileiro.
Exportações de outros estados continuam autorizadas
A regionalização das restrições representa um avanço para o comércio internacional da avicultura brasileira, pois permite que estados fora das áreas afetadas continuem exportando para mercados que reconhecem a regionalização sanitária.
Segundo o Mapa, em cumprimento aos compromissos internacionais de saúde animal, o Brasil não autoriza a exportação de produtos provenientes da área de restrição sanitária, que abrange os municípios catarinenses de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
A medida busca impedir que produtos originários das localidades sob restrição sejam comercializados internacionalmente em desacordo com os protocolos sanitários estabelecidos.
Mapa reforça segurança dos produtos avícolas
O Ministério da Agricultura também reforçou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro e não apresenta contraindicações.
A pasta informou que mantém diálogo com as autoridades sanitárias dos países importadores, apresentando informações técnicas sobre a ocorrência sanitária e as medidas de controle adotadas pelo Brasil.
O trabalho tem como objetivo fortalecer a confiança internacional no sistema brasileiro de defesa agropecuária, ampliar o reconhecimento da regionalização sanitária e permitir a retomada segura das exportações, respeitando as exigências de cada mercado.
Mato Grosso permanece entre os estados estratégicos para a avicultura
Para Mato Grosso, a manutenção das exportações pelos estados habilitados é especialmente relevante diante da participação do agronegócio na economia estadual e da importância do comércio internacional de proteína animal.
A preservação dos mercados externos para unidades da Federação não incluídas nas restrições contribui para manter as oportunidades comerciais da cadeia produtiva brasileira.
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