A tentativa de localizar Virginia Fonseca para notificá-la sobre a ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra a influenciadora e a plataforma Blaze terminou novamente sem sucesso. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, os Correios comunicaram à Justiça que Virginia não estava no endereço informado em Goiânia durante a tentativa realizada no domingo (30).
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O episódio representa a segunda dificuldade enfrentada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) para efetivar a comunicação oficial. Na primeira tentativa, em julho, a correspondência retornou com a indicação de que os dados fornecidos não eram suficientes para localizar a destinatária.
Agora, caberá ao Judiciário definir os próximos passos para conseguir formalizar a ciência de Virginia sobre o processo. Entre as possibilidades está uma nova tentativa de entrega ou, caso a localização continue inviável, a adoção de outro mecanismo previsto pela legislação para efetivar a citação.
Ação envolve publicidade de apostas
A ação civil pública foi apresentada pelo MPDFT em julho e questiona práticas relacionadas à publicidade da Blaze e à forma como apostas seriam promovidas ao público. O Ministério Público sustenta que a divulgação poderia induzir consumidores a uma percepção inadequada sobre riscos e possíveis ganhos.
Inicialmente, o MPDFT pediu que Virginia e a Blaze fossem condenadas ao pagamento de pelo menos R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Posteriormente, após novas informações sobre o faturamento da plataforma, o órgão ampliou a pretensão indenizatória para R$ 380 milhões.
O caso também já produziu decisões provisórias. Em julho, o TJDFT determinou que Virginia e a Blaze retirassem conteúdos publicitários que apresentassem apostas como fonte de renda, prometessem ganhos garantidos ou minimizassem os riscos envolvidos. A decisão também estabeleceu regras para a identificação das publicidades divulgadas pela influenciadora.
Virginia encerrou parceria com a plataforma
Em agosto, Virginia anunciou o fim do contrato comercial que mantinha com a Blaze. A decisão ocorreu após o ajuizamento da ação pelo Ministério Público. Segundo informações divulgadas na época, a empresa responsável pela carreira da influenciadora afirmou que o encerramento seguiu os termos previstos na relação contratual.
Apesar do fim da parceria, a medida não encerra automaticamente a discussão judicial sobre conteúdos e condutas anteriores. O processo continua em tramitação e deverá analisar as responsabilidades apontadas pelo Ministério Público.
Investigação começou antes da ação judicial
Antes da ação civil pública, o MPDFT já havia instaurado procedimento para investigar possíveis irregularidades envolvendo a Blaze. A apuração incluiu reclamações de consumidores, políticas de jogo responsável, retenção de valores, contratos com influenciadores e possíveis problemas na publicidade da plataforma.
Entre os influenciadores citados na investigação estão Virginia Fonseca, Lucas Lira, Bruna Unaik e Neymar Jr. O Ministério Público solicitou informações sobre os contratos e as estratégias utilizadas nas campanhas de divulgação da empresa.
Enquanto a Justiça busca efetivar a notificação, o processo segue em andamento e ainda não há decisão definitiva sobre a responsabilidade de Virginia Fonseca ou da Blaze pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.
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