Em resumo
- Acir Gurgacz (PDT) recebeu R$ 3.010.000,00 do fundo eleitoral, o maior valor entre os candidatos ao Senado por Rondônia.
- Luciana Oliveira (PT) aparece em segundo lugar, com R$ 1.588.286,27 recebidos do fundo até o momento.
- Silvia Cristina (PP) e Mariana Carvalho (Republicanos) somam, cada uma, cerca de R$ 1 milhão em repasses do fundo.
- Bruno Bolsonaro Scheid e Fernando Máximo (PL) não receberam recursos do fundo eleitoral; os valores de R$ 151.725,00 e R$ 20.000,00 que movimentaram vieram de doações de campanha.
- Luis Fernando (PSD) também não recebeu nada do fundo eleitoral até agora.
- Neidinha Suruí (PSB) e Ayres Mota (PV) ainda não têm nenhum valor registrado.
EUIDEAL – A corrida ao Senado por Rondônia nas eleições de 2026 já deixa clara uma assimetria de força financeira entre os candidatos — mas também exige separar duas fontes de recurso que costumam ser confundidas. Levantamento dos repasses do fundo eleitoral público de campanha mostra que Acir Gurgacz (PDT) e Luciana Oliveira (PT) concentram, sozinhos, mais de R$ 4,5 milhões em dinheiro público, enquanto outros três nomes da disputa — Bruno Bolsonaro Scheid, Fernando Máximo e Luis Fernando — não receberam absolutamente nada do fundo até o momento.
A dianteira: Acir e Luciana com milhões em caixa
Acir Gurgacz aparece isolado na liderança dos repasses, com R$ 3.010.000,00 destinados pelo PDT à sua campanha ao Senado a partir do fundo eleitoral. É o maior valor entre todos os postulantes rondonienses mapeados até aqui, e reflete o peso do partido na distribuição interna do fundo em nível nacional.
Logo atrás, Luciana Oliveira, do PT, recebeu R$ 1.588.286,27 do fundo eleitoral — segunda maior cifra do pleito estadual para a vaga no Senado. Somados, os dois nomes já concentram sozinhos uma fatia expressiva de todo o dinheiro público movimentado até agora na disputa.
“Acir Gurgacz e Luciana Oliveira concentram mais de R$ 4,5 milhões do fundo eleitoral — enquanto Bruno Scheid, Fernando Máximo e Luis Fernando não receberam nada.”
O pelotão intermediário
Um segundo grupo de candidatas reúne valores na casa do milhão, mas abaixo dos dois primeiros colocados. Silvia Cristina, do PP, recebeu R$ 1.010.000,00 do fundo, enquanto Mariana Carvalho, do Republicanos, teve repasse de R$ 1.000.000,00. As duas despontam como a terceira força financeira da corrida, ainda distantes de Acir e Luciana, mas com estrutura de campanha consideravelmente mais robusta que os demais nomes da lista.
Zero do fundo: Bruno Scheid, Fernando Máximo e Luis Fernando
É neste ponto que a apuração corrige um equívoco importante. Bruno Bolsonaro Scheid e Fernando Máximo, ambos do PL, não receberam nenhum valor do fundo eleitoral público até o momento. Os montantes de R$ 151.725,00 e R$ 20.000,00 associados a cada um deles, respectivamente, têm origem em doações de campanha — recurso privado, arrecadado diretamente pelos candidatos ou por seus partidos junto a apoiadores, e que não se confunde com o dinheiro público distribuído pelo fundo eleitoral.
Luis Fernando, candidato ao Senado pelo PSD, está na mesma situação em relação ao fundo: nenhum repasse foi registrado em seu nome até agora. A ausência de recursos públicos não impede a candidatura de seguir seu curso, mas evidencia que, pelo menos por ora, três dos concorrentes à vaga dependem exclusivamente de outras fontes de financiamento — ou ainda não tiveram recursos partidários direcionados à campanha.
O menor valor do fundo e as candidaturas sem registro
Entre os candidatos que de fato receberam algo do fundo eleitoral, Engenheiro Thúlio aparece com o menor montante: R$ 1.126,00.
Já Neidinha Suruí (PSB) e Ayres Mota (PV) não registram nenhum valor recebido do fundo eleitoral até o momento. A ausência de registro não significa necessariamente que as candidaturas estejam fora da disputa: pode refletir tanto a fase de distribuição interna dos partidos quanto eventual atualização posterior dos sistemas de prestação de contas.
Nota do Eu Ideal: os valores desta reportagem se referem exclusivamente ao fundo eleitoral público de campanha. Recursos oriundos de doações de campanha, como os declarados por Bruno Bolsonaro Scheid e Fernando Máximo, seguem regras e prestação de contas distintas e não devem ser somados aos repasses do fundo. Os números podem ser atualizados ao longo do período eleitoral, à medida que novos repasses forem registrados pelos partidos. A reportagem seguirá acompanhando a evolução desses valores até o fechamento oficial das contas de campanha.
Fonte: [source]
Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.