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15 de setembro de 2026 🗓️

Cartas mostram confiança do CV em missionária para guardar dinheiro e objetos

Conteúdo/ODOC – Presa desde julho, a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida é apontada pela Polícia Civil como integrante de um círculo de confiança de membros do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso. Cartas enviadas por detentos indicam que ela era procurada para guardar dinheiro e objetos, além de intermediar entregas dentro e fora do sistema prisional.

Rhavenna realizava trabalhos missionários em penitenciárias de Mato Grosso e integra o projeto religioso Resgatando Vidas, que presta assistência a detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

As correspondências foram encontradas na nuvem da investigada e integram um relatório elaborado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Segundo os investigadores, Rhavenna utilizava o projeto religioso para se aproximar de integrantes da organização criminosa, manter contato com presos e foragidos e facilitar a troca de informações.

Nas cartas, ela era chamada pelos apelidos de “Piu” ou “Pio”. O número de telefone atribuído à missionária aparece repetidamente nas correspondências, assim como referências à mãe, Orminda, e às irmãs Lorena e Taninha.

Em uma das cartas, datada de 30 de junho de 2026 e assinada por um preso identificado como Julio, o remetente pede que Rhavenna leve um relógio e um pen drive e, posteriormente, guarde os objetos.

“VC guarda. Por favor. mim ajuda aí”, escreveu.

Outra correspondência, assinada por Junior da Silva, traz um pedido envolvendo dinheiro. O preso orienta Rhavenna a avisar a mãe sobre dois depósitos via Pix, nos valores de R$ 400 e R$ 150, para que o dinheiro fosse guardado. Na mesma carta, ele menciona um relógio e uma Bíblia que estariam com a missionária e pede que os objetos sejam levados ao presídio.

Em outra carta, assinada por “Escobar”, o detento pede que a mãe de Rhavenna pegue seu dinheiro e compre um relógio. Ele também afirma ter separado presentes para integrantes da família da investigada.

Para a Polícia Civil, o conteúdo das correspondências demonstra que Rhavenna e familiares integravam um “círculo de confiança” de membros da facção.

Relação com lideranças

A investigação também aponta que Rhavenna mantinha relações próximas com lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Entre os nomes citados está Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote” ou “Chapa”, apontado pela Polícia como uma das lideranças da facção e tratado nas conversas como “conselheiro final”.

Segundo o relatório, Rhavenna e Renildo mantinham um relacionamento amoroso e continuaram se comunicando mesmo durante o período em que ele estava preso.

O documento aponta ainda que a missionária teria recebido flores, presentes, alianças, joias, dinheiro, passagens e um veículo. Em fevereiro deste ano, ao comentar sobre uma reforma em sua residência, ela teria afirmado que Renildo pagaria pelos serviços.

Outro integrante citado na investigação é Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, também apontado pela Polícia como liderança do CV em Mato Grosso e atualmente foragido.

Conforme o relatório, Rhavenna também teria mantido um relacionamento amoroso com ele e teria conhecimento de sua localização após a fuga para o Rio de Janeiro.

Outros nomes ligados à facção aparecem nos contatos analisados pelos investigadores, entre eles Pedro Antônio dos Santos, o “Pedrinho/Cotonete”; Leonardo de Jesus, o “Buxudo/Buchudo”; e Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “WT” ou “Wita”.

Operação

Rhavenna foi presa em julho durante a Operação Fariseus, que investiga a utilização de um projeto religioso para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes de uma organização criminosa.

Ela foi indiciada pela Polícia Civil pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Posteriormente, o Ministério Público de Mato Grosso ofereceu denúncia contra ela e outros investigados pelos mesmos crimes.

Os pais da missionária, Orminda de Almeida e Nivaldo de Almeida, também foram alvos da investigação. Nivaldo morreu no último dia 5 de agosto após complicações decorrentes de um câncer.

O relatório também aponta a participação de outros familiares e de pessoas ligadas ao projeto religioso Resgatando Vidas.


Fonte: [source]

Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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