Assembleia pede ao STF reembolso de despesas com paraenses


A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Pará seja obrigado a compartilhar os custos dos serviços públicos oferecidos a moradores paraenses atendidos em Mato Grosso. A solicitação foi apresentada na terça-feira (16), no âmbito da ação que discute a disputa territorial entre os dois estados.

A manifestação feita pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Cardoso Leite, na terça-feira (16), alerta a necessidade de reembolso e compensação de custos dos serviços mato-grossenses já prestados aos paraenses que se deslocaram para ser atendidos em áreas como saúde, educação, etc.

Disputa entre Estados busca solução para municípios paraenses atendidos por Mato Grosso em várias áreas públicas. – Foto: Google Maps

Para os procuradores, embora seja relevante o acordo celebrado, especialmente quanto à regularização fundiária dos imóveis situados na área foco do processo, é necessário ainda debater segurança pública, tida como área mais urgente, prestação de serviços sociais, sanitários, fiscais, ambientais, logísticos.

Acordo homologado

Conforme a manifestação, durante o acordo homologado em 11 de junho, foi assegurado ao Estado de Mato Grosso prazo para apresentar propostas adicionais 30 dias após a audiência, e igual prazo ao Pará, para apreciação. Na mesma decisão, foi indicada nova audiência sobre cooperação na área da segurança.

A ALMT alerta que, caso a fase conciliatória fique limitada à regularização fundiária, problemas imediatos enfrentados pelos municípios, gestores públicos, produtores rurais e moradores da região permanecerão sem encaminhamento efetivo.

Audiência pública sobre disputa territorial entre Mato Grosso e Pará. – Foto: Rosinei Coutinho/STF

Nesse ponto, o Supremo determinou prazo de 10 ao Estado de Mato Grosso para informar os dados de todos os processos judiciais que envolvem pedido de reembolso de despesas realizadas pelos entes mato-grossenses à população da faixa de divisa MT/PA.

Diante disso, a ALMT recomenda que seja feito levantamento dos gastos já realizados por Mato Grosso, definição de metodologia de reembolso ou compensação pelos custos pretéritos, e a formalização de prestação compartilhada de serviços públicos essenciais.

A Casa de Leis também pediu que seja reconhecida a necessidade de prestação compartilhada de serviços públicos essenciais nas áreas em que, por isolamento geográfico, terras indígenas, unidades de conservação, áreas de restrição administrativa e obstáculos logísticos, a população formalmente situada no Estado do Pará continuará dependendo da estrutura pública e logística de Mato Grosso.

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