ATIX desmente vereador e afirma que barco usado no Xingu não pertence à entidade


O uso de embarcação e de estrutura pública em atividades realizadas no Território Indígena do Xingu segue no centro das denúncias investigadas pela Câmara Municipal de Feliz Natal. O caso ganhou repercussão após declarações do vereador Remy de Souza Alves Corrêa, conhecido como Remy da Farmácia (PL), durante a 11ª sessão ordinária do Legislativo, realizada em 27 de abril, quando os parlamentares aceitaram a segunda denúncia contra ele.

Na tribuna, o vereador contestou as acusações e afirmou que imagens divulgadas nas redes sociais não comprovariam irregularidades. Ele também declarou que a embarcação mostrada nos registros pertenceria à Associação Terra Indígena Xingu (ATIX).

A utilização do barco aparece como um dos principais pontos da denúncia apresentada à Câmara. O documento cita possível uso da embarcação durante atividades com visitantes no Xingu. Outro trecho da denúncia menciona o suposto uso da Escola Municipal Sol e Lua como apoio logístico, incluindo relatos de hospedagem de pessoas ligadas às expedições. Os fatos podem ser enquadrados, caso confirmados, como utilização indevida de patrimônio e estrutura pública.

A versão apresentada pelo parlamentar, entretanto, foi negada pela própria entidade mencionada. À reportagem, o presidente da ATIX, Ewésh Yawalapiti Waurá, afirmou que procurou a coordenação regional do território indígena para apurar a origem da embarcação e recebeu a informação de que o barco não pertence à associação.

Segundo ele, após consulta ao diretor regional do Médio Xingu, a embarcação seria vinculada à Aldeia Morená. O dirigente também afirmou que a associação não autorizou o uso do barco para transporte de visitantes.

“O barco não é da ATIX. Fizemos a verificação com o diretor regional do Médio Xingu e a informação é de que ele pertence à Aldeia Morená. A associação não autorizou utilização da embarcação nesse tipo de atividade”, declarou.

Ainda conforme o presidente da entidade, a checagem foi feita após a repercussão do caso dentro do território indígena, justamente para evitar que a associação fosse relacionada às atividades investigadas.

Além das suspeitas envolvendo o barco e a escola municipal, as denúncias incluem possíveis atividades com visitantes sem autorização e eventuais irregularidades administrativas relacionadas ao uso de recursos e estruturas públicas.

As denúncias foram aceitas pela Câmara de Feliz Natal, que instaurou duas comissões processantes para apurar os fatos. Os trabalhos incluem análise documental, oitivas de testemunhas e garantia de defesa ao vereador. Ao final do processo, os colegiados poderão recomendar o arquivamento dos casos ou a aplicação das medidas previstas em lei.

Com informações do portal de notícias Deixa Que Eu Te Conto.



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