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Brasil e Reino Unido intensificam articulação para avançar em minerais críticos

Brasil e Reino Unido intensificam articulação para avançar em minerais críticos

O Brasil dá novos passos para consolidar sua presença no debate internacional sobre minerais críticos, considerados fundamentais para a transição energética e para o avanço de tecnologias de baixo carbono. Em paralelo à construção de uma política pública voltada ao setor, o país amplia o diálogo com parceiros estrangeiros para estruturar cooperações capazes de atrair investimentos e desenvolver cadeias produtivas mais robustas.

Foi nesse contexto que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos realizou, na quarta-feira (29), um encontro que reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor privado do Brasil e do Reino Unido. A iniciativa, organizada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais em parceria com a embaixada britânica, buscou aproximar os dois países em torno de uma agenda comum voltada à exploração, processamento e financiamento de minerais estratégicos.

O evento ocorre em um momento em que o governo brasileiro avança na definição de sua Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta é estabelecer diretrizes que orientem o desenvolvimento do setor, com foco em agregar valor à produção local e reduzir a dependência de cadeias externas. O encontro teve caráter técnico e foi estruturado para contribuir diretamente com esse processo, promovendo a troca de informações entre formuladores de políticas públicas e interlocutores internacionais.

Ao longo das discussões, os participantes exploraram oportunidades de cooperação ao longo de 2026, com ênfase na construção de cadeias de suprimento mais resilientes, sustentáveis e alinhadas a critérios socioambientais. Também foram analisadas as vantagens comparativas de cada país. Do lado brasileiro, destacaram-se a disponibilidade de reservas minerais, o potencial de expansão do processamento e o ambiente regulatório em evolução. Já o Reino Unido apresentou sua expertise em áreas como geociências, tecnologias aplicadas a baterias, inovação industrial e instrumentos financeiros voltados à economia verde.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, afirmou que a cooperação internacional é um elemento-chave para posicionar o país nesse mercado. “Este é um assunto relevante que o Brasil está se posicionando como um país que tem soluções e queremos trazer essa indústria para o Brasil para transformar nossos minerais e agregar valor. Fizemos uma discussão com vários especialistas junto com a Cebri e a Embaixada do Reino Unido, colocando a ApexBrasil nesse tema tão estratégico, relacionado com energia e o futuro”, disse.

Na mesma linha, Helena Brandão destacou que a pauta integra o conjunto de iniciativas prioritárias da agência voltadas à atração de capital estrangeiro. “A agenda de minerais críticos está entre os programas de atração de investimentos da ApexBrasil. Já avançamos com mercados como Canadá e União Europeia e temos interesse em aprofundar o diálogo com o Reino Unido, identificando atores relevantes e pontos em que podemos atuar para superar gargalos”, afirmou.

Representando o governo britânico, Sarah Clegg ressaltou o potencial de convergência entre os dois países. “Seria importante identificar áreas em que temos experiência e onde podemos cooperar de forma mais direta para avançar a parceria e alcançar objetivos comuns. Já firmamos um memorando de entendimento em 2024 entre os serviços geológicos de ambos os países e seguimos trabalhando no mapeamento conjunto”, declarou.

Além de mapear desafios e prioridades, o encontro também buscou identificar projetos concretos de cooperação e oportunidades de investimento envolvendo instituições públicas e privadas. A agenda incluiu temas como exploração mineral, cadeias produtivas, inovação tecnológica e economia circular, sinalizando a abrangência e a complexidade do setor.

A iniciativa reforça o papel da ApexBrasil como articuladora de parcerias estratégicas e evidencia o movimento do Brasil para se posicionar de forma mais ativa em uma indústria considerada central para o futuro da energia e da competitividade global.

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