Com forte presença de MT, porto de Itaqui consolida exportações via Arco Norte


Em São Luís (MA), o Porto do Itaqui é um dos principais acessos do Brasil para fertilizantes que alimentam a produção agrícola nacional e, ao mesmo tempo, o principal ponto de saída para soja e milho colhidos na região Centro-Norte destinados ao mercado internacional. Pilar logístico fundamental para o agronegócio brasileiro, o complexo é o 4º maior porto público do país e o principal do Arco Norte, corredor logístico estratégico que já responde por cerca de 38% das exportações da safra nacional. Mato Grosso, contribui significativamente, escoando sua produção de soja e milho para mercados na Ásia e Europa.

O estado é o maior produtor de grãos e fibras do Brasil e aproveita da logística favorável para exportar via portos do Arco Norte, como Itaqui. O destino final dos grãos exportados pelo Porto do Itaqui é, em sua maioria, a China. 

Por sua localização geográfica privilegiada, o complexo portuário aproxima o Brasil dos principais mercados internacionais, como a Europa, a América do Norte e a Ásia, reduzindo significativamente as distâncias, os custos logísticos e o tempo de transporte das mercadorias.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o desenvolvimento dessa rota é fundamental para a soberania econômica do país. “O Arco Norte deixou de ser uma promessa e se tornou uma realidade indispensável para a competitividade brasileira. Itaqui oferece eficiência e agilidade, aliviando a pressão sobre os portos do Sul e Sudeste e criando uma rota de exportação muito mais inteligente”, destaca o ministro.

O Arco Norte abrange os estados do Maranhão, Pará, Amazonas, Amapá e Rondônia. Juntos, esses estados formam uma fronteira logística que transforma a produção agrícola do Centro-Oeste e do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) em riqueza global.

A eficiência de Itaqui não se limita ao mar. O porto opera interligado a uma robusta malha de transporte que confere previsibilidade e agilidade ao escoamento de grãos, minérios e celulose, além da recepção de fertilizantes e combustíveis. A infraestrutura rodoviária e aeroportuária local conecta-se diretamente a três grandes ferrovias: a Transnordestina (FTL), com 4.238 km de extensão, que atravessa sete estados do Nordeste; a Estrada de Ferro Carajás (EFC), com 892 km, que transporta minérios e a celulose produzida na região de Imperatriz (MA) e a Ferrovia Norte-Sul, conexão crucial que integra o complexo portuário às principais regiões produtoras do Sudeste e Centro-Oeste.

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