Presidente Luciana Acioly da Silva e a conselheira Maria Cristiana de Araujo representaram o CORECON-DF em encontro que reuniu lideranças nacionais, organismos internacionais e representantes do setor público e privado para debater mecanismos de financiamento da economia circular.
O Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (CORECON-DF) participou da 1ª Reunião Aberta do Comitê Brasileiro de Financiamento Circular (CBFC), realizada na Delegação da União Europeia no Brasil, em Brasília. Representaram o Conselho a presidente Luciana Acioly da Silva e a conselheira Maria Cristiana de Araujo, reforçando o compromisso da autarquia com a promoção do desenvolvimento sustentável e com a ampliação dos espaços de atuação dos economistas.
Promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia Circular (IBEC), o encontro reuniu representantes do Sistema Cofecon/Corecons, do governo federal, de organismos internacionais, instituições financeiras, bancos de desenvolvimento, setor produtivo e entidades da sociedade civil para discutir estratégias voltadas à ampliação do financiamento de projetos de economia circular no Brasil.
A participação do CORECON-DF evidencia o protagonismo da autarquia na construção de políticas e iniciativas que conectam desenvolvimento econômico, inovação, sustentabilidade e planejamento, contribuindo para fortalecer a atuação dos economistas em temas estratégicos para o país.
Economia circular amplia oportunidades para a profissão
Durante o evento, a presidente do CORECON-DF, Luciana Acioly da Silva, destacou que a economia circular representa uma nova lógica de desenvolvimento, baseada no reaproveitamento de recursos e na geração de valor de forma sustentável.
“A economia circular segue um padrão de desenvolvimento diferente do que já conhecemos. Em vez de produzir, utilizar e descartar, ela propõe produzir, utilizar e reutilizar. Isso significa novas oportunidades para criar produtos, gerar empregos, renda e desenvolvimento local, ao mesmo tempo em que reduzimos a pressão sobre os recursos naturais.”
Luciana ressaltou ainda que a transição para esse modelo exige competências que fazem parte da formação do economista.
“Além da questão do financiamento e do acesso ao crédito, a economia circular exige planejamento, avaliação de projetos, construção de negócios sustentáveis e desenvolvimento de metodologias. É uma ampla área em que o economista está mais do que preparado para atuar.”
A participação da conselheira Maria Cristiana de Araujo reforçou o envolvimento institucional do CORECON-DF nas discussões sobre financiamento sustentável e desenvolvimento regional, contribuindo para consolidar a presença do Conselho em fóruns estratégicos voltados à formulação de políticas públicas e à inovação econômica.
Sistema Cofecon/Corecons fortalece atuação institucional
O encontro também marcou a consolidação da parceria entre o Sistema Cofecon/Corecons e o Comitê Brasileiro de Financiamento Circular, iniciativa construída em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia Circular (IBEC), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Aliança Brasileira em Finanças e Investimentos Sustentáveis (Brasfi) e o CORECON-SP.
Na abertura do evento, a presidente do Cofecon, Tania Cristina Teixeira, destacou que a sustentabilidade passou a ocupar posição central na economia mundial e que o Brasil possui condições de exercer papel protagonista nessa transformação.
Segundo ela, a economia circular representa uma oportunidade concreta para redesenhar o modelo de desenvolvimento nacional, cabendo aos economistas contribuir com a formulação de incentivos econômicos, avaliação de investimentos e desenvolvimento de instrumentos financeiros capazes de impulsionar essa transição.
Ao final de sua participação, Tania anunciou oficialmente a parceria entre o Sistema Cofecon/Corecons e o Comitê Brasileiro de Financiamento Circular, reafirmando o compromisso das instituições com a promoção do desenvolvimento sustentável e com a construção de soluções para as futuras gerações.
Financiamento para impulsionar a economia circular
Criado para aproximar instituições financeiras, setor produtivo, governos e especialistas, o Comitê Brasileiro de Financiamento Circular tem como objetivo estruturar mecanismos capazes de ampliar os investimentos em projetos de economia circular no Brasil.
Durante os debates, especialistas destacaram que os principais desafios envolvem a criação de novos instrumentos de crédito, a redução dos riscos para investidores e a estruturação de projetos economicamente viáveis que promovam inovação, competitividade, geração de empregos e desenvolvimento regional.
Ao participar dessa iniciativa, o CORECON-DF reafirma seu compromisso com o fortalecimento da Ciência Econômica e com a valorização da profissão, ampliando a presença dos economistas nos debates sobre financiamento, planejamento, sustentabilidade e políticas públicas.
A presença da presidente Luciana Acioly da Silva e da conselheira Maria Cristiana de Araujo demonstra o empenho do CORECON-DF em contribuir para a construção de uma agenda nacional voltada ao desenvolvimento sustentável, consolidando o papel dos economistas na formulação de soluções para os desafios econômicos, sociais e ambientais do Brasil.