A ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que o investimento em cultura tem potencial para promover qualificação profissional, emancipação social e geração de renda. A declaração foi feita durante a 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz, no Espírito Santo.
O evento teve como tema a justiça climática e reuniu representantes de povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas para discutir alternativas de enfrentamento à crise ambiental por meio das culturas tradicionais.
Segundo a ministra, os saberes populares e ancestrais preservam conhecimentos importantes sobre convivência sustentável com a natureza. Ela destacou que as culturas tradicionais mantêm práticas ligadas à preservação ambiental e à transmissão de conhecimentos entre gerações.
Margareth Menezes afirmou que a cultura pode ajudar na mudança de comportamento da sociedade em relação aos recursos naturais. Para ela, exemplos de preservação precisam ganhar mais visibilidade diante dos impactos ambientais registrados atualmente.
A ministra também ressaltou a importância dos povos originários e das comunidades de matriz africana na formação da identidade cultural brasileira. De acordo com ela, esses grupos mantêm tradições e memórias fundamentais para a construção social do país.
Durante a programação da Teia Nacional, ocorreu o primeiro encontro para elaboração do Plano Nacional das Culturas Indígenas. Além disso, foram assinados atos voltados à valorização de mestres e mestras das culturas populares e tradicionais.
Margareth Menezes afirmou que o novo decreto da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares busca ampliar a proteção e os investimentos destinados ao setor. Segundo ela, a medida fortalece políticas públicas voltadas à preservação da cultura viva brasileira.
Ao comentar sobre o Plano Nacional das Culturas Indígenas, a ministra explicou que a construção ocorrerá com participação direta dos povos originários e diálogo entre diferentes comunidades indígenas.
A ministra também destacou a retomada da Teia Nacional dos Pontos de Cultura após 12 anos sem realização do evento. Segundo ela, os pontos de cultura representam iniciativas reconhecidas pelas próprias comunidades e fortalecem ações culturais em diversas regiões do país.
De acordo com Margareth Menezes, o número de pontos de cultura cadastrados passou de 4 mil para 16 mil durante a atual gestão do Ministério da Cultura. Ela afirmou ainda que políticas como as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc ampliaram o alcance do financiamento cultural em praticamente todo o país.
Para a ministra, investir em cultura significa investir diretamente nas pessoas, com impactos sociais, econômicos e educacionais. Ela acrescentou que o governo também trabalha no fortalecimento da economia criativa como estratégia de desenvolvimento do setor cultural.
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