Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelam mais um protagonismo do milho, mais especificamente, do ‘milho safrinha’ de Mato Grosso. Como mais uma vez o estado está ofertando mais milho do que soja, o cereal já é responsável por mais de um quarto do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do estado.
Conforme o Imea, em julho, a terceira estimativa do Valor Bruto da Produção de milho para 2026, foi projetado em R$ 42,27 bilhões, alta de 7,94% ante o valor previsto para 2025. “Com esse resultado, o cereal passa a representar 25,74% dos R$ 164,22 bilhões projetados para o VBP da agricultura em Mato Grosso”, alertam os analistas.
Esse desempenho é sustentado pela perspectiva de uma produção recorde de milho na safra 2025/26, estimada em 57,06 milhões de toneladas, 2,92% superior ao obtido na safra anterior.
“Essa alta é impulsionada pela ampliação da área e pelos elevados rendimentos estimados na temporada 2025/26, beneficiado pelas condições climáticas favoráveis ao longo do desenvolvimento da cultura na maior parte das regiões produtoras do estado. Além disso, o VBP também é sustentado pelo preço médio projetado para a safra 2025/26, que ainda permanece acima do registrado na safra anterior, apesar da pressão exercida pela elevada oferta. Dessa forma, a maior produção, aliada aos preços médios mais altos, sustenta o VBP do milho em 2026”, explicam os analistas do Imea.
O VBP é um indicador que traz os valores movimentados na agropecuária, da porteira para dentro, ou seja, leva em contas preços médios negociados em um determinado período em relação a produção ofertada.
Para 2026, a composição do VBP indica participação de 76,84% da agricultura e 23,16% da pecuária.
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