disputa pelo Senado pode surpreender

Por Juan Pantoja/EUIDEAL – A mais recente pesquisa Quaest, encomendada pela Rede Amazônica, colocou Fernando Máximo na liderança da corrida pelo Senado em Rondônia. É um resultado importante? Claro que é. Quem está na frente tem motivos para comemorar. Mas, quando o assunto é Senado em Rondônia, eu teria muita cautela antes de transformar pesquisa em previsão do resultado das urnas.

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E não estou dizendo isso para diminuir quem aparece bem colocado. Estou olhando para aquilo que aconteceu há apenas quatro anos.

Em 2022, pesquisas divulgadas durante a campanha mostravam Mariana Carvalho, Expedito Júnior, Jaqueline Cassol e Acir Gurgacz em posições de destaque. Enquanto isso, Jaime Bagattoli aparecia bem atrás dos principais nomes.

Em levantamentos daquele período, Bagattoli chegou a aparecer com apenas 6%, 7% e 8% das intenções de voto. Quem olhasse somente para aquelas fotografias da disputa dificilmente apostaria que ele terminaria a eleição em primeiro lugar.

Mas as urnas disseram outra coisa.

Jaime Bagattoli foi eleito senador com 293.488 votos, cerca de 35% dos votos válidos, superando Mariana Carvalho, que recebeu 263.559 votos, aproximadamente 32%.

Ou seja: o candidato que aparecia atrás nas pesquisas terminou a eleição com quase 300 mil votos e uma cadeira no Senado Federal.

É por isso que vejo o levantamento atual como um norte, uma fotografia do momento, e não como uma sentença sobre quem ocupará as duas vagas de Rondônia no Senado em 2027.

E há outro fator que torna 2026 ainda mais imprevisível: desta vez, o eleitor rondoniense escolherá dois senadores.

Temos uma disputa com nomes conhecidos e eleitorados bastante diferentes. Há candidatos identificados com a direita e o bolsonarismo, outros com a esquerda, nomes ligados à saúde, políticos com mandatos e trajetórias já conhecidas e candidaturas que representam movimentos partidários novos.

Cada um pode construir seu voto por caminhos diferentes.

O eleitor pode escolher alguém pela atuação na saúde, pela identificação ideológica, pelo trabalho parlamentar, pela trajetória política ou simplesmente porque acredita que determinado candidato representa melhor Rondônia em Brasília.

Essa pluralidade torna, na minha avaliação, a eleição para o Senado uma das disputas mais difíceis de prever em Rondônia em 2026.

A própria política recente já mostrou como as urnas podem contrariar expectativas. Em 2024, por exemplo, o resultado da eleição municipal de Porto Velho também apresentou uma dinâmica que surpreendeu muita gente ao longo da disputa.

Portanto, Fernando Máximo estar na frente hoje é relevante e merece ser noticiado. Assim como merece atenção quem aparece logo atrás. Mas ninguém deveria considerar essa eleição definida — muito menos faltando tanto tempo para a abertura das urnas.

Pesquisa mede o momento. Urna escolhe senador.

E, se 2022 deixou alguma lição para Rondônia, é justamente esta: na disputa pelo Senado, quem aparece atrás hoje pode terminar na frente amanhã.

Juan Pantoja é jornalista.



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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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