Os delegados Bruno Abreu e Caio Albuquerque detalharam sobre a localização do corpo do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, ontem, no início da noite, em uma região de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. A Polícia Civil prendeu ainda ontem um suspeito de envolvimento no crime, que indicou o local onde a vítima estava. Breno estava desaparecido desde o último dia 26, quando saiu de casa informando que retornaria em breve, mas não voltou. O caso começou a ser investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas e, posteriormente, passou a ser conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Conforme o delegado Bruno Abreu, o suspeito foi preso na região do Manso e, após ser conduzido pelos investigadores, colaborou com informações que levaram à localização do corpo. Segundo ele, foram necessárias aproximadamente seis horas de trabalho até que o homem indicasse o local. A motivação do crime permanece sob sigilo. De acordo com o delegado, o suspeito alegou que não matou Breno, mas confirmou que sabia onde o corpo estava. A polícia, no entanto, afirma ter reunido elementos que apontam o envolvimento dele no caso.
O delegado também afirmou que vítima e suspeito já se conheciam. “Segundo o próprio irmão (da vítima), já tinha uma relação já de muito tempo, até porque, pelas mensagens que o irmão analisava, era uma mensagem muito extensa, né, de alguns, de um bom tempo. E ele (suspeito) também relata que, no início, que não conhecia o Breno, né, no momento da prisão, só de vista, mas durante ali a conversa, até trazer ele até o local aqui, foi se abrindo”
“É uma pessoa muito fria. No início ali da prisão, nos primeiros 30 minutos, ele foi um pouco relutante, mas, após eu apresentar para ele algumas provas técnicas, ele começou a conversar e começou a detalhar algumas coisas para nós”, afirmou Bruno Abreu.
O delegado acrescentou que a polícia conseguiu reunir provas técnicas que colocam o suspeito com o professor após o desaparecimento. A investigação também apura a participação de outra pessoa na morte e busca identificar todos os envolvidos. Segundo Bruno Abreu, o homem e Breno já se conheciam há algum tempo. A polícia trabalha com diferentes elementos de prova, incluindo depoimentos, informações técnicas e a análise de aparelhos celulares apreendidos.
O suspeito teve a prisão temporária decretada por 30 dias, prazo que poderá ser prorrogado por igual período, conforme a necessidade da investigação e as determinações judiciais.
O delegado Caio Albuquerque lamentou a confirmação da morte do professor e destacou o trabalho das equipes desde o início das buscas. “É uma triste notícia, mas para a família tem o mínimo direito de ter o corpo de volta para fazer o sepultamento digno”, declarou.
A equipe policial encontrou o corpo em uma área de brejo profundo, o que dificultou a aproximação dos investigadores. Segundo Bruno Abreu, o estado de decomposição já estava avançado, e a Polícia Civil aguardaria os exames periciais para obter informações sobre as circunstâncias da morte.
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