Eduardo Botelho defende bilhete único para integrar transporte na região metropolitana de Cuiabá


O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) voltou a defender a implantação de um sistema de bilhete único para a região metropolitana de Cuiabá, com inclusão de municípios vizinhos como Santo Antônio de Leverger. A proposta foi apresentada durante uma entrevista coletiva na quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), antes do início da sessão ordinária.

As discussões sobre a mobilidade urbana, infraestrutura viária e a gestão das concessões de transporte público são pautas prioritárias que movimentam constantemente os debates entre lideranças no cenário político estadual.

Integração no transporte público

Segundo o parlamentar, o modelo atual de tarifas separadas entre municípios acaba elevando drasticamente os custos para trabalhadores que dependem de mais de uma linha de ônibus. Ele defende que a integração tarifária seja aplicada de forma ampla na Baixada Cuiabana, evitando cobranças adicionais ao longo do trajeto diário.

Botelho argumenta que muitos passageiros que saem de Santo Antônio de Leverger precisam desembarcar em Várzea Grande e pagar novamente para seguir até a capital, o que considera um sistema financeiramente oneroso e desigual para a população mais vulnerável.

Impacto econômico para os usuários

A proposta de bilhete único busca reduzir significativamente o peso financeiro sobre a população que utiliza o transporte intermunicipal diariamente. Para o deputado, a mudança traria mais justiça social ao sistema e facilitaria de forma prática o deslocamento entre as cidades integradas da região metropolitana.

Ele reforça que a situação atual prejudica principalmente os trabalhadores que fazem esse longo percurso todos os dias, acumulando despesas pesadas com passagens em diferentes trechos do sistema rodoviário.

Avaliação de representantes dos usuários

O presidente da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Mato Grosso (Assut-MT), Pedro Aquino, avaliou positivamente a proposta. Segundo ele, a ideia de um sistema tarifário unificado é uma demanda antiga da população e já vinha sendo defendida de forma recorrente pela entidade de classe.

A associação destaca que a medida também traria um impacto social positivo para:

  • Estudantes das redes pública e privada;
  • Famílias de baixa renda da região metropolitana;
  • Trabalhadores informais que dependem do deslocamento constante entre Cuiabá e Várzea Grande.

Debate sobre ampliação da gratuidade

Além da tarifa unificada, a Assut-MT aproveitou o momento para defender a ampliação da gratuidade para estudantes do ensino médio e superior em toda a extensão metropolitana, como forma de garantir o acesso à educação e reduzir as desigualdades no transporte.

O tema e as diretrizes de financiamento público para o setor devem seguir em intenso debate entre os representantes das empresas concessionárias e o poder público, por meio das secretarias competentes ligadas ao Gov MT, diante da crescente pressão popular por melhorias estruturais na mobilidade urbana.

Comente abaixo a sua opinião sobre a implantação do bilhete único para os ônibus da região metropolitana e como isso ajudaria os moradores de Mato Grosso!

Reportagem baseada em informações divulgadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Associação dos Usuários do Transporte Coletivo (Assut-MT).

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