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Em 2026, produtor rural deve contabilizar uma das menores margens das últimas quatro safras

Em 2026, produtor rural deve contabilizar uma das menores margens das últimas quatro safras

O cenário da soja em 2026 é marcado por pressão sobre as margens e por uma diferença cada vez maior entre regiões produtoras. As informações são de Marcos Rubin, fundador da Veeries, que analisa o comportamento econômico da safra no país.

De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens dos últimos quatro ciclos, mas o destaque está na desigualdade entre as regiões. Antes do custo de arrendamento, o Centro-Oeste apresenta resultados entre R$ 1.400 e R$ 3.000 por hectare, enquanto o MAPITOBA varia de R$ 1.900 a R$ 2.400. O Paraná aparece com desempenho mais positivo, acima de R$ 2.500, enquanto a Metade Sul do Rio Grande do Sul registra os piores resultados, abaixo de R$ 600 por hectare.

Ao considerar o custo médio de arrendamento, hoje entre R$ 1.500 e R$ 1.800 por hectare, o cenário muda de forma relevante. Em diversas áreas, especialmente entre produtores com maior dependência de terras arrendadas, a margem praticamente desaparece e pode se tornar negativa.

Na comparação com a safra anterior, o comportamento também varia. O Rio Grande do Sul mostra recuperação, apesar de ainda apresentar resultados frágeis. Regiões do Oeste e Norte do Paraná, além de Mato Grosso do Sul, também registram melhora impulsionada pela produtividade. No restante do país, predomina a compressão de margens.

O quadro reforça que o desafio não está apenas no nível de rentabilidade, mas na sua distribuição entre regiões e perfis de produtores. A produtividade passa a definir realidades econômicas distintas, enquanto o custo de produção, sobretudo o arrendamento, se consolida como fator decisivo. Produtores que expandiram área com maior alavancagem tendem a enfrentar maior pressão financeira. (Com Agrolink)

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