O setor fabril de Mato Grosso traçou suas metas e prioridades para o desenvolvimento econômico na arena política. O Sistema Fiemt (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso) apresentou, nesta quarta-feira (20) durante a sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Agenda Legislativa da Indústria 2026. O documento funciona como uma bússola para os deputados estaduais, reunindo análises técnicas sobre projetos em tramitação e propostas consideradas vitais para acelerar a atração de fábricas e plantas agroindustriais.
A entrega do portfólio estratégico foi realizada pelo presidente da Fiemt, Silvio Rangel, diretamente à mesa diretora do Parlamento. Para a formulação do estudo, que segue o modelo nacional desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), as equipes técnicas da federação passaram um pente fino em mais de 600 projetos de lei que tramitam nas comissões da Casa, filtrando 30 propostas como prioridades absolutas de votação.
Indústria representa mais de 13 por cento do PIB e emprega quase 200 mil trabalhadores
A relevância do diálogo permanente entre industriais e legisladores é respaldada pela força dos números do setor no estado. Atualmente, a atividade industrial responde por 13,5% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) mato-grossense. Essa engrenagem econômica é composta por uma malha de aproximadamente 16,5 mil estabelecimentos fabris, operando nos ramos de biocombustíveis, frigoríficos, esmagamento de grãos e construção civil, respondendo por quase 198 mil empregos formais diretos.
O balanço do ano anterior injetou otimismo na categoria. De acordo com Silvio Rangel, das pautas monitoradas de perto pela entidade em 2025, cinco projetos de lei que impulsionavam a competitividade foram integralmente sancionados pelo Governo do Estado, e nenhuma matéria classificada como prejudicial ou que gerasse aumento de burocracia tributária para as indústrias conseguiu avançar no plenário.
Bancada empresarial e comando da ALMT defendem investimentos em energia
A recepção do documento unificou o discurso dos parlamentares em torno da pauta desenvolvimentista. O presidente da ALMT, deputado Max Russi, destacou que o crescimento industrial depende diretamente da superação de gargalos de infraestrutura, apontando a necessidade urgente de ampliar os investimentos na rede de distribuição de energia elétrica para dar suporte aos municípios que registram expansão acelerada de indústrias pesadas.
Diferentes lideranças partidárias da Assembleia Legislativa se posicionaram sobre os pilares da agenda da Fiemt:
- Alinhamento Técnico: Carlos Avallone defendeu que o estudo clareia o entendimento dos deputados sobre as reais necessidades logísticas do setor;
- Segurança Jurídica: Dr. João evidenciou o equilíbrio das pautas que unem a proteção do consumidor ao direito de crescimento das empresas;
- Agroindustrialização: Diego Guimarães e Sebastião Rezende apontaram que verticalizar a produção de grãos e carnes é a chave para descentralizar a renda regional;
- Políticas de Fomento: Chico Guarnieri e Wilson Santos reforçaram o papel das indústrias na geração de empregos qualificados com salários mais elevados.
A edição de 2026 traz como novidade um sistema digital modernizado de acompanhamento de proposições, que virou modelo de tecnologia para federações de outros estados, além de incluir sugestões inéditas de novas leis criadas pelos próprios industriais para serem apadrinhadas pelos deputados estaduais.
| Raio-X da Indústria de Mato Grosso | Indicadores Setoriais e Metas da Agenda (2026) |
|---|---|
| Participação no PIB Estadual | 13,5% de toda a riqueza gerada em Mato Grosso |
| Força de Trabalho Formal | Cerca de 198 mil empregos diretos com carteira assinada |
| Volume de Empresas | Mais de 16,5 mil plantas industriais e estabelecimentos ativos |
| Foco da Agenda na ALMT | Monitoramento de 600 projetos com foco em 30 prioridades |
A entrega da agenda da Fiemt consolida a influência do empresariado nos rumos das leis de Mato Grosso, mas a pressão por incentivos fiscais e investimentos públicos em energia para grandes indústrias frequentemente esbarra nas cobranças por mais recursos para a infraestrutura das pequenas cidades. Você acredita que a Assembleia Legislativa deve priorizar a votação dessas 30 pautas da Fiemt para acelerar a abertura de vagas de emprego nas fábricas, ou o Parlamento deveria focar primeiro em aumentar a cobrança de impostos dessas grandes indústrias para investir o dinheiro diretamente na melhoria de hospitais e escolas públicas? Deixe sua opinião nos comentários.
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