Mato Grosso supera média nacional e alcança 93,78% dos seus eleitores cadastrados biometricamente


O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) concluiu o fechamento oficial do cadastro de eleitores aptos a votar no pleito de outubro. Os dados consolidados revelam que o estado atingiu um patamar histórico de segurança jurídica e tecnológica: das 2.641.190 pessoas que compõem o colégio eleitoral mato-grossense, 2.476.993 já votam por meio da identificação biométrica.

O índice confere ao estado uma cobertura de 93,78% de seu eleitorado totalmente digitalizado, superando com folga a média nacional de cadastramento biométrico, que hoje encontra-se estacionada em 89,01%.

Para a cúpula do Judiciário, o avanço neutraliza vulnerabilidades históricas. De acordo com o vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Marcos Machado, a coleta massiva blinda o exercício cívico contra fraudes de identidade.

“Esse volume formidável de dados não ocorreu do dia para a noite, mas através de meses de intensa mobilização, mutirões itinerantes e campanhas que percorreram desde os grandes centros até as regiões mais remotas. É uma vitória que reflete o fortalecimento da nossa democracia. Cada digital cadastrada é a certeza de que o voto, o direito mais fundamental da República, está blindado pela tecnologia”, celebrou o desembargador.

Mato Grosso puxa Centro-Oeste para cima e humilha vizinho

O desempenho de Mato Grosso redesenhou o mapa da segurança eleitoral na região Centro-Oeste, cuja média de biometria fechou em 92,38%. Mesmo lidando com barreiras geográficas continentais, que englobam a infraestrutura complexa da Amazônia Legal e do Pantanal, o TRE-MT garantiu a vice-liderança regional.

O tribunal ficou colado milimetricamente no Distrito Federal (94,05%) — que possui uma área de atuação estritamente urbana e facilitada. Na comparação com os estados vizinhos, Mato Grosso superou Goiás (93,52%) e abriu uma distância esmagadora de seis pontos percentuais sobre Mato Grosso do Sul, que amargou a lanterna regional com apenas 87,35% de seus eleitores cadastrados.

O avanço ganha contornos mais nítidos quando comparado ao retrovisor recente. Em junho de 2025, a Justiça Eleitoral enfrentava um cenário crítico no interior: 30 municípios registravam menos de 75% de cobertura biométrica, correndo o risco de exclusão de eleitores. Na época, 5 cidades operavam abaixo da linha dos 50% de adesão.

Hoje, a realidade foi completamente erradicada. O juiz auxiliar da Corregedoria, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, informou que atualmente não há nenhum município abaixo dos 75% e que 102 das 141 cidades mato-grossenses ostentam taxas superiores a 90,25%.

Araguainha lidera com 100% e Araguaia registra recordes

A guinada estatística foi impulsionada por pequenos municípios e por polos agrícolas em expansão que registraram engajamento total das comunidades:

  • Araguainha (Top 1 absoluto): Tornou-se o primeiro município de Mato Grosso a cravar 100% de eficiência, com todos os seus 1.236 eleitores devidamente biométricos;

  • Arrancadas do Interior: Ponte Branca (99,9%), Planalto da Serra (99,71%), Indiavaí (99,66%) e Vale de São Domingos (99,63%) aparecem logo na sequência;

  • Recuperação no Norte Araguaia: Confresa, que registrava uma das piores taxas do estado (33,5%), deu um salto de mobilização e atingiu 79,81%;

  • Reserva do Cabaçal: O município praticamente dobrou sua capacidade, decolando de 45,16% para os atuais 92,09%.

O prestígio técnico do TRE-MT consolidou-se em um dado geográfico revelado pelo analista judiciário Kelsen de Magalhães França, responsável técnico pelo projeto. Em todo o Centro-Oeste, apenas 40 municípios conseguiram romper a barreira dos 98% de cobertura vacinal de dados digitais. Desse grupo de elite, 38 cidades pertencem a Mato Grosso e apenas duas estão localizadas em solo sul-mato-grossense.

Radiodifusão e WhatsApp sustentaram os mutirões

O motor por trás dos números extraordinários foi uma estratégia descentralizada que combinou mais de 800 mutirões de atendimento físico em aldeias indígenas, assentamentos rurais e distritos isolados, amparada por uma forte engrenagem de comunicação institucional direcionada para o interior do estado.

Como Mato Grosso possui forte cultura de comunicação via rádio em áreas agrícolas, o tribunal produziu e veiculou 412 spots personalizados para emissoras locais, informando o trabalhador rural e o ribeirinho sobre os horários exatos das unidades itinerantes.

No ecossistema digital, a Justiça Eleitoral produziu 404 artes gráficas de divulgação e apostou na capilaridade orgânica: foram criadas 81 artes exclusivas sob demanda para os cartórios eleitorais dispararem em grupos locais de WhatsApp e Telegram. A estratégia de comunicação de massa foi fechada com a distribuição física de 450 banners em comércios e prefeituras e a publicação de 600 matérias jornalísticas na imprensa regional.

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