O que você precisa saber
- A FICCO/RO deflagrou a Operação Distribuidor contra organização criminosa em Porto Velho.
- Um campo de futebol é apontado como bem adquirido com dinheiro do tráfico de drogas.
- Foram cumpridos 1 mandado de prisão temporária e 6 de busca e apreensão.
- Medidas patrimoniais somam limite de R$ 6,8 milhões por investigado.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) deflagrou, nesta sexta-feira (21), a Operação Distribuidor, voltada a desarticular um grupo criminoso que atuava em Porto Velho com um esquema estruturado de ocultação patrimonial usado para sustentar financeiramente a organização. Entre os bens investigados está um campo de futebol que, segundo apurado, teria sido adquirido com recursos oriundos do tráfico de drogas.
De acordo com as investigações, o grupo mantinha uma espécie de arrecadação periódica junto aos pontos de comercialização de entorpecentes, com controle contábil próprio, funcionando quase como uma operação empresarial do crime. A atuação da organização não se limitava à capital: as apurações mostram que a rede de distribuição alcançava também municípios do interior de Rondônia.
Prisão, buscas e bloqueio de bens milionários
A ação contou com o cumprimento de um mandado de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, vinculada ao Tribunal de Justiça de Rondônia. Também foram determinados o sequestro de cinco imóveis, o bloqueio de ativos financeiros, restrições à circulação e transferência de três veículos, além da indisponibilidade de outros bens imóveis registrados em nome dos investigados.
O valor das medidas patrimoniais segue um limite individualizado de aproximadamente R$ 6,8 milhões por pessoa física ou jurídica envolvida no esquema.
Medidas cumpridas na operação
- 1 mandado de prisão temporária
- 6 mandados de busca e apreensão domiciliar
- Sequestro de 5 imóveis, incluindo campo de futebol
- Bloqueio de ativos financeiros e restrição de 3 veículos
- Limite de R$ 6,8 milhões por investigado
Investigação envolve quatro anos de atividade criminosa
As apurações abrangem um período que vai de 2022 a 2026 e miram um conjunto de crimes que inclui tráfico de drogas, associação para o tráfico, participação em organização criminosa e lavagem de capitais. A hipótese investigada é justamente a de que o dinheiro arrecadado com a venda de entorpecentes tenha sido convertido em patrimônio, incluindo o campo de futebol identificado pelas equipes de investigação, numa tentativa de dar aparência lícita aos recursos do crime.
A FICCO/RO reúne, em uma força-tarefa permanente, a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Penal Estadual e a Polícia Militar de Rondônia, unindo esforços de inteligência e atuação conjunta no combate ao crime organizado no estado.
Nota da redação
Este site acompanha casos policiais. Os investigados são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário.
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