Pedido da Gol é negado e ação sobre morte de cão sinopense em voo é mantida pela Justiça


Nesta quarta-feira (24), a Justiça rejeitou o pedido da Gol Linhas Aéreas para paralisar a ação civil pública (ACP) ajuizada pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT).

O processo busca responsabilizar a companhia aérea pela morte do cão Joca, da raça golden retriever, ocorrida após um grave erro logístico durante o transporte do animal, em abril de 2024.

Com a negativa do juiz, o andamento do processo e a fase de produção de provas periciais seguem normalmente.

A companhia aérea havia solicitado a suspensão do processo alegando que apresentou recursos ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e que, por isso, a ação principal deveria aguardar até o julgamento final desses questionamentos.

No entanto, o juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, negou a paralisação. Ele sustentou que a simples apresentação de recursos não interrompe automaticamente o processo em primeiro grau, priorizando a celeridade da Justiça.

Na mesma decisão, o juiz determinou que a empresa de perícia nomeada e a Gol apresentem, no prazo de 15 dias, uma proposta de trabalho e honorários para as análises solicitadas pela Defensoria Pública.

A atuação da DPEMT no caso visa proteger os direitos dos consumidores em relação às grandes companhias aéreas.

A Defensoria exige o pagamento de indenização por danos morais coletivos e a imposição de novos e rigorosos protocolos de segurança.

Em janeiro deste ano, a Justiça já havia confirmado a legitimidade da Defensoria Pública para atuar na causa, derrubando o argumento da Gol de que o transporte de pets não seria um serviço essencial e de que seus clientes não seriam “necessitados”.

Além disso, foi garantida a inversão do ônus da prova: caberá à companhia aérea – e não aos consumidores – comprovar que as horas a mais de voo e o calor não foram os responsáveis pela morte do animal.

Entenda o caso – O golden retriever Joca, de 5 anos, morreu durante uma viagem pela Gol após a companhia cometer um erro de destino.

O animal deveria ter embarcado no Aeroporto de Guarulhos (SP) com destino a Sinop (MT), mas foi enviado por engano para Fortaleza (CE).

Segundo a ação, o cão ficou cerca de uma hora e meia na pista de embarque e desembarque, retornou para São Paulo e não resistiu, morrendo durante o voo.

A perícia indireta aprovada pela Justiça, que analisará prontuários prévios, atestados de saúde e o laudo de necropsia, deverá determinar se o erro de logística, o estresse e o calor atuaram como causa necessária para o óbito do animal, ou se, como alega a empresa, ele morreu exclusivamente por uma condição cardíaca preexistente.



Source link

Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.