Sefaz descarta perdas na arrecadação de Mato Grosso após veto da União Europeia à carne brasileira


A decisão da União Europeia de suspender a importação de carne bovina e derivados do Brasil não deve trazer reflexos negativos imediatos para a receita pública de Mato Grosso.

A avaliação é do secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, que apontou a robustez e a diversificação da carteira de compradores internacionais do agronegócio mato-grossense como os principais fatores de proteção econômica.

A sanção do bloco europeu, motivada por novas exigências sanitárias globais relacionadas ao controle de antimicrobianos na pecuária, passará a valer a partir de 3 de setembro de 2026. Até lá, os embarques programados seguem operando dentro da normalidade.

Cesta de exportações pulverizada mitiga riscos em Mato Grosso

Em pronunciamento à imprensa, o chefe da pasta fazendária explicou que o modelo de negócios do estado não se concentra em um único bloco econômico. O volume de produção local atende a diferentes potências globais, o que dilui o impacto de restrições comerciais localizadas.

Mato Grosso atua fortemente no fornecimento de um amplo portfólio de commodities — que inclui soja, milho, algodão e carne suína —, além da própria proteína bovina.

“O estado de Mato Grosso exporta carne para vários destinos, por exemplo: para a China, Índia e Estados Unidos. Então, o impacto eventual de uma restrição da União Europeia não vai impactar tanto porque nós temos diversos clientes”, destacou Pimenta.

Pecuária estadual registra marcas históricas em 2026

O panorama sobre o mercado de carnes foi apresentado durante a abertura da Acricorte 2026, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Os dados setoriais demonstram a liderança de Mato Grosso, dono do maior rebanho bovino do país, e sinalizam um ritmo acelerado de crescimento:

  • Faturamento em alta: Apenas no primeiro trimestre de 2026, as vendas externas de carne bovina renderam US$ 1,136 bilhão, um salto de 74% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

  • Recorde de abates: O ritmo de processamento nas indústrias quebrou marcas históricas, atingindo 1,8 milhão de cabeças de gado abatidas nos primeiros três meses do ano.

  • Projeção bilionária: As estimativas para o fechamento do ano apontam que a pecuária deve movimentar mais de R$ 42 bilhões no estado, respondendo por pouco mais de 20% do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária total de Mato Grosso.

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