O setor de serviços, em Mato Grosso, cresceu 6,1% no acumulado de janeiro a maio deste ano, conforme Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual fica acima do registrado na média nacional – em 1,9% -, em igual acumulado, e é o segundo maior do Centro-Oeste, atrás apenas do indicador do segmento registrado no Distrito Federal, que foi de 10,5%.
Ainda conforme o IBGE, Mato Grosso do Sul e Goiás fecharam o período com saldo negativo: -0,2% e -1,9%, respectivamente.
Nos acumulados deste ano, até aqui, Mato Grosso segue com saldos positivos. De janeiro a março, fechou com crescimento de 12,7%. Entre janeiro a abril, o crescimento foi de 9,2%. Já de janeiro a maio, o atual resultado: 6,1%. Chama à atenção a perda gradual de vigor das demandas do setor no estado.
No Brasil, o setor de serviços, que reúne atividades como turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), recuou 0,4% em maio, puxado pelo desempenho negativo dos transportes.
Segundo a Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio abaixo das expectativas de mercado (intervalo de -0,3% a 0,6%; mediana de 0,0%).
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor cresceu 0,4%. De janeiro a maio, avançou 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado de 12 meses, a alta acumulada é de 2,6%. Esse número representa redução no ritmo de expansão, uma vez que em abril estava em 2,9%.
Com os resultados de maio, o setor fica 19,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 0,5% abaixo do maior nível já registrado, que pertence a outubro de 2025. A pesquisa traz dados desde janeiro de 2011.
O IBGE aponta que dos cinco grupos de atividades pesquisadas, dois apresentaram queda na passagem de abril para maio.
– Serviços prestados às famílias: 0,2%
– Serviços de informação e comunicação: 0%
– Serviços profissionais, administrativos e complementares: 2%
– Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1%
– Outros serviços: -1,9%
A queda dos transportes foi o que mais puxou o setor de serviços para baixo em maio porque o item tem peso de um terço (33,67%) na pesquisa.
De acordo com o analista da pesquisa, Rodrigo Lobo, houve “menor receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e de logística”.
Em maio de 2026, o volume de transporte de passageiros recuou 1,3% na comparação com o mês imediatamente anterior. Já o volume do transporte de cargas teve variação negativa de 0,2%.
Lobo destaca também que os serviços às famílias alcançaram o maior patamar desde dezembro de 2014. Para ele, é uma resposta a variáveis econômicas “como desemprego baixo, massa de rendimentos elevadas e nível de preços controlado”.
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