A ponte entre o TCE-MT e a AEB-MT foi feita pelo servidor e voluntário da entidade, Weber Luiz Fraga da Silva. “O Tribunal, sob a gestão do presidente Sérgio Ricardo, é sensível a essas causas. Como servidor, meu papel é contribuir com a sociedade e abrir portas. Sugeri a ação porque a associação depende integralmente de doações e a necessidade de fraldas é a maior demanda diária dos nossos atendidos”, afirmou.
Sobre a condição
A espinha bífida é uma malformação congênita da coluna que ocorre nos primeiros meses de gestação, quando o fechamento do tubo neural é incompleto. As sequelas variam, mas frequentemente incluem bexiga e intestino neurogênicos — que afetam o controle urinário e fecal — e condições neurológicas como a hidrocefalia.
Benedito de Arruda Silva, 45 anos, associado desde a fundação da AEB-MT, ressalta que o espaço é fundamental para o convívio social. “O apoio de órgãos públicos amplia nossos horizontes e fortalece nossa rede de convivência”.
Lorraine Costa, mãe de Davi Lucas, de 10 anos, ilustra a necessidade do material: um adulto com a condição usa de 150 a 200 fraldas por mês. “Meu filho depende de mim e o custo é muito alto. Agradeço em nome de todas as mães pelo empenho do Tribunal; toda ajuda é bem-vinda para garantir o desenvolvimento e a dignidade dos nossos filhos”.
Como ajudar
A Associação Espinha Bífida de Mato Grosso está localizada no bairro Recanto dos Pássaros, em Cuiabá. Interessados em conhecer a instituição, tornar-se voluntários ou contribuir financeiramente podem entrar em contato com Elisangela pelo telefone (65) 99959-4397.