A Academia Brasileira de Letras (ABL) anunciou a concessão do Prêmio Machado de Assis ao escritor Cristóvão Tezza, uma das mais importantes distinções da instituição. O reconhecimento destaca o conjunto da obra do autor e sua contribuição consolidada à literatura brasileira contemporânea.
Segundo a ABL, a premiação será entregue no dia 23 de julho, durante a cerimônia que celebra os 129 anos da entidade. Além da homenagem, Tezza receberá um prêmio no valor de R$ 100 mil, oferecido por apoio institucional.
O Prêmio Machado de Assis é concedido desde 1941 e tem como objetivo reconhecer a trajetória literária completa de autores brasileiros. Nos últimos anos, nomes como Adélia Prado, Ruy Castro e Rubem Fonseca também foram agraciados com a honraria, reforçando seu prestígio no cenário cultural.
Entre as obras mais relevantes de Cristóvão Tezza destacadas pela ABL estão títulos como Trapo, A Suavidade do Vento, Juliano Pavollini, Breve Espaço entre Cor e Sombra, O Fotógrafo, O Filho Eterno, O Professor, A Tirania do Amor e A Tensão Superficial do Tempo.
Também integram sua produção romances, contos, crônicas, ensaios e obras acadêmicas, incluindo reflexões sobre literatura e teoria, além de sua autobiografia literária O Espírito da Prosa. A diversidade de gêneros reforça a amplitude de sua atuação intelectual ao longo das décadas.
Reconhecimento da obra
O romance O Filho Eterno é considerado um dos marcos da carreira do autor. A obra foi adaptada para o cinema e o teatro e narra a experiência de um pai diante do diagnóstico de síndrome de Down do filho, abordando temas como aceitação, afetividade e transformação pessoal.
O livro recebeu importantes prêmios da crítica literária, como o Jabuti, Portugal Telecom (atual Oceanos), APCA e São Paulo de Literatura, consolidando sua relevância no cenário nacional.
Outras homenagens
A ABL também divulgou os vencedores de outras condecorações institucionais. A Medalha Joaquim Nabuco foi concedida a Maria Amélia Mello e à Firjan. Já a Medalha Rachel de Queiroz contemplou Rogério Faria Tavares e Gilberto Schwartsmann.
A Medalha João Ribeiro foi atribuída a Heloisa Starling, enquanto a Medalha Francisco Alves reconheceu Petronilha Gonçalves e Silva.
Em outra premiação recente, a escritora, roteirista e jornalista Eliana Alves Cruz foi anunciada como vencedora do Prêmio Guimarães Rosa, com o romance Meridianas, eleito o melhor livro de ficção do ano de 2025.
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