O setor de comércio, em Mato Grosso, acumula alta de 2,2% no volume de vendas, neste primeiro quadrimestre do ano, na comparação com igual acumulado de 2025. O saldo positivo, supera a média nacional registrada entre janeiro a abril, mas é a menor entre os estados do Centro-Oeste. Regionalmente o destaque é do Distrito Federal, cujo crescimento anual foi de 7,3%, seguido por Goiás, +4,3% e do Mato Grosso do Sul, com alta de 3%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada ontem (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação mensal, o volume de vendas do varejo mato-grossense apresentou expansão de 0,9% na passagem de março para abril e entre abril deste ano e abril de 2025, também há resultado positivo de 2,5%.
No Brasil o resultado mensal foi inverso: recuo 1,5% na passagem de março para abril, impactado principalmente pela queda nas vendas de combustíveis. O resultado interrompe sequência de três meses de alta e representa o pior resultado desde junho de 2022 (-2,8%).
Na comparação com abril de 2025, o comércio subiu 1%. A média móvel trimestral, que indica a tendência de comportamento, teve variação nula. No acumulado de 12 meses, o setor de comércio apresenta expansão de 1,5%.
Os resultados anunciados deixam o setor 1,5% abaixo do maior patamar já alcançado, que pertence a março de 2026.
Conforma a pesquisa, abril foi o segundo mês influenciado pelo conflito no Oriente Médio, que forçou o aumento do preço de combustíveis em todo o mundo.
Confira o desempenho das atividades na média nacional:
– Combustíveis e lubrificantes: -6,2%
– Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -4,6%
– Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -4,5%
– Móveis e eletrodomésticos: -0,8%
– Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%
– Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,1%
– Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%
– Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,1%
O setor de hiper e supermercados é o que apresenta maior peso em toda a pesquisa, ao representar 56,6% do comércio no país.
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